Solda TIG, MIG, MAG ou eletrodo revestido: qual é a diferença e qual usar?
TIG, MIG, MAG e eletrodo revestido: o que muda entre os quatro processos e onde cada um rende mais.
Soldar bem não é só dominar o arco. O material que entra na junta decide a resistência, a dureza e a durabilidade do reparo.
Resposta rápida
O material de adição, seja vareta, arame ou eletrodo revestido, deve ser compatível com o metal da peça, com o processo de solda e com o esforço de trabalho. Escolher errado pode causar trinca, perda de resistência ou desgaste precoce. A Henrisold seleciona a vareta certa para cada liga atendida.
É o metal que se acrescenta à junta durante a solda, formando o cordão junto com parte da própria peça. Aparece como vareta no TIG, arame contínuo no MIG e no MAG e eletrodo revestido na solda elétrica. Em recuperação, também é o material que devolve volume a regiões desgastadas.
Usar a mesma composição da peça nem sempre é o melhor, e usar uma muito diferente pode causar problemas. Em reparos de ferro fundido, de aço ferramenta e de peças com histórico de soldas, a escolha pede mais critério. É um dos motivos pelos quais o procedimento é definido antes da execução, e não improvisado no momento.
O TIG tem vareta de adição separada do eletrodo de tungstênio, o que dá mais controle em moldes, estampos, inox e peças finas. O MIG e o MAG usam arame contínuo e rendem em produtividade. O eletrodo revestido tem o próprio revestimento como proteção e funciona bem fora da oficina. Veja o comparativo entre os processos.
Em regiões sujeitas a abrasão ou erosão severa, o revestimento PTA plasma deposita pó metálico por arco plasma e pode ser mais indicado que a solda convencional. Na página de solda leve e pesada estão as ligas atendidas e os processos disponíveis.
O material de adição também sofre com o ambiente. Eletrodos revestidos que absorvem umidade geram porosidade e trincas, e varetas e arames contaminados por óleo ou oxidação passam a sujeira para o cordão. Guardar o material seco, limpo e identificado é parte da qualidade do reparo, e um bom procedimento inclui esse cuidado.
Em reparo, escolher o material de adição é só uma parte de um procedimento maior, que também define processo, preparação da junta, controle de calor e acabamento posterior. É essa combinação que faz a solda ter resistência e não apenas aparência. Por isso, ao pedir orçamento, o melhor é descrever o problema da peça, e deixar que a equipe indique o conjunto completo.
O procedimento é definido pela equipe da oficina conforme a peça e o processo. Informe o que for relevante e a equipe orienta.
Sim. A dureza do cordão afeta como a peça será usinada ou retificada depois, e isso entra na escolha.
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