Solda TIG, MIG, MAG ou eletrodo revestido: qual é a diferença e qual usar?
TIG, MIG, MAG e eletrodo revestido: o que muda entre os quatro processos e onde cada um rende mais.
Um cordão bonito por fora pode esconder defeitos por dentro. Conhecer os mais comuns ajuda a cobrar o procedimento certo de quem solda.
Resposta rápida
Os defeitos de solda mais comuns são trinca, porosidade, falta de fusão, mordedura e inclusão de escória. Quase sempre vêm de preparação ruim, calor mal controlado, sujeira na junta, proteção gasosa insuficiente ou vareta inadequada. Evitar o defeito é mais barato que refazer a solda.
| Defeito | O que é | Causas frequentes |
|---|---|---|
| Trinca | Fissura no cordão ou ao lado dele | Esfriamento brusco, material sensível, tensões e falta de controle de calor |
| Porosidade | Bolhas de gás dentro ou na superfície do cordão | Sujeira, umidade, falha na proteção gasosa |
| Falta de fusão | O metal depositado não une com a peça ou com a camada anterior | Calor insuficiente, preparação ruim da junta, técnica inadequada |
| Mordedura | Sulco na borda do cordão que reduz a seção da peça | Calor excessivo ou movimento irregular do arco |
| Inclusão de escória | Resíduo preso dentro do cordão | Limpeza inadequada entre passes, em processos com revestimento |
A trinca é o defeito que mais compromete a peça, porque tende a crescer quando a peça volta a trabalhar. Aparece quando o material endurece ao esfriar ou quando as tensões superam o que ele suporta. Evitá-la depende de escolher a vareta certa e de controlar a temperatura, como em pré-aquecimento na solda.
Em muitos casos, sim: remove-se a região defeituosa, prepara-se de novo a junta e refaz-se o cordão. Se a peça já está trincada, o mesmo raciocínio vale para decidir entre reparar e trocar, tema de solda de reparo ou peça nova.
A Henrisold trabalha com soldadores certificados e procedimento definido antes da execução. Isso reduz a chance do defeito aparecer, e o acabamento final por usinagem ou retífica ajuda a confirmar que a peça voltou à medida.
A inspeção visual identifica boa parte dos defeitos de superfície, como mordedura, poros abertos e cordão irregular. Defeitos internos, como falta de fusão e porosidade escondida, exigem outros métodos de inspeção, conforme a criticidade da peça. Em peças de função crítica, vale combinar com quem solda qual inspeção faz sentido para o caso.
Ao notar qualquer um desses sinais, fotografe a região e envie para avaliação antes que o problema aumente.
Se a peça já foi soldada e apresentou defeito, conte isso na avaliação: quanto tempo durou a solda, como ela falhou e qual esforço a peça sofre. Essa história ajuda a descobrir a causa, que pode estar no material, na preparação ou no procedimento. Corrigir só o sintoma, sem entender a causa, costuma levar o defeito de volta ao mesmo ponto.
Alguns defeitos aparecem na superfície, como mordedura e poros. Outros ficam por dentro e só são notados com inspeção adequada ou quando a peça falha em uso.
Depende do tamanho, da quantidade e da função da peça. Em peças sob esforço, a porosidade pede atenção.
Em muitos casos, sim, removendo a região defeituosa e soldando de novo. A avaliação da peça define o caminho.
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